Aparências

Quarta-feira - 28 - Outubro - 09

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

 

É com os versos do poema Mal Secreto, de Raimundo Correia, que inicio esta crônica. Peço àqueles que aqui frequentam, que por favor não estranhem o teor dos textos abordados nos últimos dias. Sem sarcasmo, sem dose alguma de humor, sem a veia irônica que sempre explicitei durante todos esses tempos. 
Mas  será que nós, seres humanos, mostramos para o mundo o que realmente sentimos? O nosso estado de espírito que às vezes são escondidos por trás de sorrisos amarelos, “tudo-bons” dissimulados, olhares oblíquos? 
Aquele que remenda as frustrações da vida como uma colcha velha de retalhos, ou que simplesmente passa tinta fresca sobre o ferrugem, pouco entende o verdadeiro significado de restauração; Não enfrenta os problemas de frente. É mais fácil maquiá-los à resolvê-los. 
A verdade é que muitos de nós somos assim, covardes. Não há outro adjetivo que descreva àquele que não procura redimir-se dos erros e vive a jogá-los para debaixo do tapete, afirmando que não há nada errado. 
Há também aqueles que se tornam flexíveis de acordo com o seu bem-estar, para ser mais claro, aqueles que vivem a pular de galho em galho, mudando de opinião em momentos oportunos. 
Estes, por consequência, chegam ao ponto de não saber mais quem são, o senso crítico já não é mais algo particular; Passam a agir através da coerção, que os fazem tomar atitudes que antes causavam repulsa. A teoria do caos também ilustra tal situação, pois, seguindo a ideia do efeito borboleta, alguma atitude antiética cometida hoje, torna-se um grande estrago mais na frente. E nessa hora, um simples pedido de perdão já não será suficiente. 
Devemos manter nossos ideais, independente do que aconteça. Colocando Deus em primeiro lugar nas nossas vidas. A mudança só é válida quando reconhecemos nossas fraquezas no início, e não nos escondemos por trás delas. O ódio e a mentira são amigas, uma anda ao lado da outra, e devemos mantermo-nos longe de ambas. Não podemos sucumbir aos efeitos que o desespero causa quando encontramo-nos sem saída. Deus está no controle de tudo, basta confiar, e os resultados virão. 
Me mantenho frustrado, mas aos poucos vou retomando minha paz. Dias melhores virão…

Gustavo Guedes
http://merosdevaneios.wordpress.com
Todos os direitos reservados – 2009
De acordo com a Lei 6910 do Código Civil
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Quarta-feira - 28 - Outubro - 09

Seria fácil se palavras substituíssem atitudes, e que atitudes tomadas não ferissem ninguém.
Seria fácil se palavras construíssem castelos, e que nos castelos não existissem fantasmas.
Seria fácil se amar fosse apenas lutar, e que na luta não houvesse perdedores.
Seria fácil ainda, se em um poema, os problemas se dissipassem a cada sílaba posta no papel, não torturando aquele que o escreve.
Seria fácil dedicar-se aos sonhos, e que não faltasse motivação para realizá-los.
Seria fácil reconhecer fraquezas e limitações perante aos semelhantes, se no mundo não existissem pessoas cruéis.

Gustavo Guedes
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Nostalgia

Terça-feira - 27 - Outubro - 09

DSC_3220 Cajueiros, mangabeiras, limoeiros, tinha quase de tudo naquela terra. E cada parte desse tudo desperta o espírito saudosista deste que vos escreve. Lembro das madrugadas, do galope das águas pacatas da Lagoa dos Cavalos, que entrava em sincronia com os grilos e demais bichos da noite; Da noite fria, propícia para horas e horas de conversas jogadas fora à beira de uma fogueira, ou, quente para os casais apaixonados,  que amavam-se sob a luz da lua cheia, que invadia as frestas das janelas sem pedir licença.

Já pela manhã, o cheiro de mato fresco e a brisa matutina davam vigor àqueles que acordavam cedo, e o cheiro do café despertava àqueles que ainda bocejavam. O anfitrião, um velho sábio que ostentava uma bela barba branca, preparava o fogão à lenha desde cedo, que cozinharia mais tarde um farto almoço para os convidados. Lugar algum me transmitia tanta paz. Era um verdadeiro Éden a poucos quilômetros da capital. Perdia apenas para as terras de São Saruê, já que suas pedras não eram feitas de rapadura nem das suas águas manavam leite. Se não fosse esse detalhe, com certeza, ficariam as duas no páreo.

Após o almoço a preguiça tomava conta de todos. A rede armada no alpendre me atraía feito um imã. Naquele momento eu desejava que o tempo parasse e que aquela merecida sesta perpetuasse. Ainda mais com a companhia da amada ao lado, dividindo o espaço apertado e devaneando bobagens. (Neste momento o escrevinhador encontra-se com um nó na garganta)

O pôr-do-sol estava lá, e eu tinha impressão que exclusivamente para nós, pois a cada dia era mais bonito, único. Mais bonito quando visto do mirante, logo acima de um cajueiro, que nos dava belos cajus, amarelos e suculentos.

Na minha opinião, a hora de dormir era a melhor. Talvez se as paredes feitas de tijolos brancos pudessem falar dos amassos quentes sobre a sinuca, que se encontrava na sala… Melhor parar por aqui.

No final, o sonho acabou. Perdi a  credencial para o paraíso, perdi o amor da minha vida, e perdi, e perdi…
Agora deixo o meu amor, guardado no coração.
Fica a nostalgia, vou-me apenas com a saudade do que era bom, para as terras de São Saruê.

Gustavo Guedes
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Reborn [2]

Quinta-feira - 3 - Setembro - 09

De volta ao trabalhoÉ bom poder estar aqui novamente. Confesso que estava com saudades. Não vou inventar lorotas mil para explicar a minha falta de respeito com o blog. 
Só o que posso dizer é que, com uma boa dose de motivação volto a estes Meros Devaneios com uma temática menos agressiva para com o outrém; Textos menos cansativos, porém bem trabalhados; De uma forma engraçada, porém séria; De um sarcasmo inigualável, porém realista.
Os dias foram passando, várias coisas ocorrendo, o tempo não para mesmo, como disse o Cazuza. É a sacanagem do senado aqui, é a gripe suína acolá. Enquanto no Brasil explodia de novidades, eu me mantinha inerte diante destas.  Assuntos não faltaram, e ainda não faltam. E estes serão mencionados com o passar do tempo. Prometo! Estou em débito com algumas pessoas.
Eu já havia prometido postar algo desde o dia primeiro, porém, por motivo de força maior não deu para concretizar o que foi dito.
O arrastão que sofri levou a câmera digital da minha namorada, minha carteira e quis levar minha inspiração junto… Mas, aos poucos tudo vai se organizando. Se Deus quiser.
É isso, continuem me acompanhando como antes.
Um grande abraço.

Gustavo Guedes, agora também no Twitter:
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reborn

Segunda-feira - 24 - Agosto - 09

dia 1º de Setembro começa o novo ciclo do blog.
peço perdão o descuido, mas prometo compensar todo esse tempo perdido
abraços

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dias melhores virão

Segunda-feira - 6 - Julho - 09

Para quem acha que o blog foi abandonado, e que este que vos escreve desistiu da vida de blogueiro, aguardem, pois novidades estão a caminho (nem que seja montada numa lesma. brincadeira champs). Prometo!


Postando Novamente

Segunda-feira - 22 - Junho - 09

Após o sucesso de uma crônica minha postada há algum tempo, resolvi colocá-la novamente no blog para que seja aberta com chave de ouro a nova temporada de posts que virão de hoje em diante. No desenrolar dos dias irei explicitar o que ocorreu nesses dias.
Segue abaixo o texto postado em:  2 de Março de 2009. Com o título: MEU OUVIDO NÃO É PENICO
Venho analisando a nossa geração atualmente, a maioria de nós, prendendo-nos a um gosto musical pra lá de estranho. Um gosto que vem tomando conta de toda a cidade. Ao menos aqui onde moro.
Um gosto pelo chulo, pela falta de respeito com as mulheres (devemos salientar porém, que algumas não se dão o respeito), pelo assassinato da língua portuguesa, dentre as demais barbaridades que se pode ver atualmente.
E ao ver tamanho desleixo com a nossa cultura, imagino como contarei minhas histórias para os que darão continuidade ao ciclo da vida; Como falarei sobre os “ilustres” artistas da sociedade moderna.
Nós ainda conseguimos aproveitar o que restou dos ensinamentos que mais velhos  deixaram sobre os gênios que em algum momento fizeram algo importante para com a nossa música.
Ensinaram-nos sobre João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Morais (os verdadeiros gurus da Bossa-Nova);  Sobre a saga de Luiz Gonzaga (o rei do baião); Ensinaram-nos ainda  sobre o grande Cartola (melhor sambista da história da música brasileira), dentre vários outros ícones.
Mas e  hoje? Como falar sobre aqueles que não esboçam compromisso com nada e só se preocupam em fazer dinheiro?
Não quero fazer chacota com a ignorância de ninguém. Longe disso.
Quero deixar claro minha preocupação com o rumo que as coisas estão tomando. 
Fico triste em saber que nossos grandes gênios fizeram, e ainda continuam fazendo mais sucesso fora do que em seu próprio país. Concordo que não somos integralmente culpados pela situação.
Suponho que primeiramente, as escolas deveriam adotar na grade curricular uma disciplina que nos fizesse reviver os nossos antepassados musicais, fizesse-nos aprender mais sobre eles. Assim como a Filosofia estuda os grandes pensadores e a História estuda os grandes acontecimentos.
E depois, caberia a nós querer aprender o que realmente é bom, o que realmente traz emoção.
Não nos tornando adeptos às baixarias que vem se tornando cada vez mais comuns no dia-a-dia.
Não tenho preconceito com os ritmos isoladamente, mas sim do jeito que os “compositores” os tratam. O ritmo em si não tem o poder de revoltar ninguém.
O forró e o axé são estilos tão nobres quanto qualquer outro, mas nós estamos tão perplexos com o jeito que os vem tratando, que acabamos estereotipando erroneamente a estes, além de mais alguns ritmos populares (penso eu, que por serem tão propícios para o agito). Popularíssimos, diga-se de passagem.
Fomos acostumados a chamar de MPB, desde sempre, àquilo que não é tão popular assim. O nome Popular Brasileiro não condiz com a realidade.
Deveríamos sim, chamá-la de Música Minoritária Brasileira, já que nem todos, por algum motivo, tem interesse por ela.
Certo dia, discutindo sobre música com um Fulano, comecei a falar sobre o Tom Jobim, e pasmem meus amigos, ele retrucou com a seguinte questão: - quem é esse? É algum  novo cantor de axé, de swingueira? Não fui tão indelicado quanto devia, mas, respondi tal blasfêmia apenas com uma sutil negação com a cabeça.
Isso reforça a ideia que expus mais acima: Não podemos chamar de popular o que não é popular.
Como acabamos de ver,  notáveis, para alguns (por quê não a maioria?), são cantores de micareta.
Mais interessante é que se perguntarmos para alguém qual o show do final de semana, ou então o CPF do assistente de palco de tal banda. Pode esperar uma resposta recheada de detalhes.
Músicas populares, na verdade, são aquelas que sobem ao topo das paradas repentinamente e que todos conseguem pegar a letra em uma semana (dotadas, na maioria das vezes, de frases obscenas e apelativas).
Claro que não devemos generalizar a situação, afirmando que apenas os cantores mais antigos merecem nosso respeito. Temos vários exemplos de artistas contemporâneos, que sabem fazer Música de verdade nos dias de hoje. Mas estes, também estão perdendo a batalha contra esses pseudo-compositores. São ossos do ofício.
A mídia não abre espaço para os que podem ser os futuros ícones da nossa época. Pois na visão dos Midiotas [permita-me Plínio Sanderson], o artista que não abusa de mulheres seminuas (elas servem para compensar a falta de capacidade intelectual) , de letras desconexas e apelativas, acaba não rendendo a audiência desejada. E, consequentemente, as pessoas acabam seguindo tudo aquilo que a televisão dita.
A mídia é uma arma de influência poderosíssima, que usada para o mal, aliena as pessoas e acaba coagindo para que estas sigam às tendências ditadas.
Na sociedade é assim: Se você não segue tal padrão, você acaba sendo excluído de um determinado grupo. O mesmo acontece com a música.
Porém, como já foi falado pelo Fialho, você não deve sentir-se estranho por lhe rotularem careta pelo fato de não gostar de certas porcarias. Tenha consciência que não tem nada de errado com você, meu caro. Saiba que o ecletismo de alguns serve apenas para justificar a falta de personalidade que possuem. Então não perca a sua autenticidade por conta disso.
Sinceramente, se eu fosse algum artista e tivesse tamanha capacidade de arrebatar multidões aos meus shows, usaria esse dom para que as pessoas tirassem um proveito positivo da situação. Acabando de vez com a ideia de que shows populares só servem para nos deixar o dia inteiro de ressaca, após uma noite regada a muita bebida e pegação.
O conceito de música vai muito além disso. Música é algo que você consegue sentir, é um estado de espírito, não artifício para extravagâncias.
Sem mais delongas, uma coisa é certa: Se você quer ganhar Money com “música”, não precisa se esforçar muito. Desperdice alguns acordes aliando-os a batidas predefinidas e sem nenhuma dose de inovação, e, após isso, misture tudo a uma letra qualquer (que possua muita putaria, pegue aqui e ali, adultério, etc.); depois consiga meia dúzia de babacas e saia distribuindo o seu novo hit para eles.
Após cumprir a tarefa, aguarde.
Em pouco tempo suas “obras” serão conhecida em qualquer um dos botecos em que forem tocadas, e você será a nova moda do momento. Sem contar naqueles chatos, filhinhos de papai, que sairão fazendo propaganda (na maioria das vezes nas praias) da invenção criada por você, perturbando a paz (com aqueles autofalantes hiperbólicos) daqueles que procuram o descanso.
Mas, se a sua intenção é fazer algo que dê emoção a quem te escute, vá sabendo que, infelizmente você não vai receber o reconhecimento merecido. Mas isso não deve ser problema para aqueles que fazem da música uma terapia, alimento da alma. Para estes, o desejo de lucro certamente fica em último plano.
Quero confessar algo (não, eu não sou gay).
O  que quero revelar é algo que com certeza todos já passaram: - Foi por um triz que eu não me dobrei diante às barbaridades que andam fazendo com a música. Quase que elas me deram um verdadeiro CRÉU!
Sorte minha que os mais velhos me colocaram no caminho certo, me fazendo gostar das  ”de velho”.
É assim, pejorativamente que algumas pessoas resumem a cultura Brasileira.
Mas… Mantenho uma ideia imutável na cabeça, que é reforçada nos versos daquela outra música: “Panela velha é que faz comida boa”.
Abraço e até mais.

Gustavo Guedes
http://merosdevaneios.wordpress.com
Todos os direitos reservados – 2009
De acordo com a Lei 6910 do Código Civil


Excessão da Regra

Sexta-Feira - 15 - Maio - 09

Em terra de cego, quem tem olho é rei.
Em de político, Rei, é aquele que nada vê.”


Gustavo Guedes
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A verdade é ácida, e o kibe é cru

Quarta-feira - 13 - Maio - 09

Ao chegar à escola hoje pela manhã, alguns colegas me abordaram revoltados com o que tinham lido ontem (12), aqui, nesse inocente blog (pra quem não tem o que fazer).
Pouco deu pra escutar o que diziam, a exaltação dos ânimos tornava o assunto impossível. Mas deu pra entender algumas coisas.
- Gustavo, o tal do livro Mano Celo está lhe tornando um cara mais idiota do que você sempre foi. Você, o cara inteligente que é, não deveria perder seu tempo ferindo os outros. – disse uma com os ânimos menos exaltados -.
A confusão foi tão grande que até o Mano Celo, que não tem nada a ver com a história, entrou de gaiato nela.
Mas o ocorrido me fez prestar atenção em dois detalhes proeminentes.
A divulgação do blog informalmente pelos corredores do colégio, foi o primeiro desses detalhes. Eu não imaginava que tantas pessoas ociosas (pra não falar desocupadas) dispensavam alguns momentos de atenção com ele. Nem que fosse apenas pra falar mal.
E o segundo motivo foi que a confusão não foi generalizada, apenas causou um barulho não muito agradável. Mas em números, apenas uma pequena parcela de alunos revoltados fizeram parte do ato. Queria saber o porquê de apenas uma minoria se manifestar? Mas isso não vem ao caso, por enquanto.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa de fato.
O poema (ou seja lá o que) de ontem, não passa de uma opinião própria. E como em todas as opiniões há sempre  divergências, não estou aqui para fazer delas motivo de discussão. Como todos sabem: “Gosto é igual ao esfíncter anal (vulgo cu), cada um tem o seu”.
- Quero apenas posicionar-me, tirando como base, o que escrevi ontem.
Para aquele que entendeu o fragmento postado integralmente, viu que não foi ofensivo da minha parte falar sobre a realidade em que vivo. Como todos sabem, a verdade, em certas ocasiões, causa um mal estar em algumas pessoas. Mas isso também não vem ao caso.
Aquele que disser que nos dias de hoje, o interesse e o status não interferem nas escolhas de várias pessoas, certamente é um hipócrita, que também faz parte da horda de oportunistas.
Não quero dar uma de moralista, muito menos sentimentalista. Mas, todos aqueles princípios aprendidos por todos nós desde o berço, sobre o casamento, amor e os relacionamentos, estão sendo resumidos à imagem e ao dinheiro. Perdendo assim, sua verdadeira essência.
Talvez isso explique o porquê de seres divinos (opinião própria) como as mulheres, sucumbem cada vez mais ao fator vulgaridade. E o que vemos hoje? Algumas que para uma simples volta de carro fazem de tudo, sem contar naquelas que, utilizando de artimanhas nada ortodoxas, se aproveitam de alguns vetores (ricos, diga-se de passagem), para conseguirem benefícios, que na maioria das vezes são resumidos em camarotes de festas (vide Mano Celo – O Rapper Natalense), onde elas (as cabeças-ocas) pouco se importam qual a banda que está tocando, pois estão, na verdade, mais preocupadas com a roupa das “adversárias”, ou quem aquela rapariga ridícula (elas se tratam assim) está conseguindo “arrochar” do que com outra coisa. Sem contar ainda, as que acham as rainhas idiotas cocada preta.
Há também aquelas, movidas a tanquinhos abdominais e gasolina, que vivem nas academias esperando o próximo babaca (outro cabeça oca playboy) para dar o bote.
Eles, na maioria das vezes, se preocupam tanto com o bíceps, tríceps e derivados, que acabam deixando a desejar em vários outros aspectos mais importantes. Citando esses: Respeito, inteligência, sem contar nas falhas na hora H (provenientes do Winstrol e do Durateston, companheiros inseparáveis dos playmobil).
Não sou a favor do descuido com o corpo, e nunca vou ser. Mas, idolatrá-lo como se não existisse mais nada a se fazer  é pura idiotice, exterioridade. Quando isso ocorre, percebemos pessoas alienadas, que não tem outro assunto a tratar (a não ser quanto de peso levantou ontem). Sem contar naquele playboy-mor que mora ao lado da academia, mas faz questão de ir de carro até ela para que as Marias paguem pau pra ele. Se fosse competição de intelecto, ao invés de músculos, ficariam empatados com o de uma ameba.
Alguém, de espírito feminista, pode estar lendo o texto e dizendo: “Só fala bobagem o garoto. Esse provavelmente sofre de algum recalque enrustido (por não usufruir de tantos “benefícios”), e por isso fica aí disparando argumentos ferinos contra nós, mulheres cabeças-ocas”.
O argumento acima não é totalmente descartável. Realmente estou indignado com algumas mulheres. Mas não porque não consigo nada com elas (de algumas eu quero uma distância quilométrica). E ainda assim, se eu tivesse a fim de procurá-las, bastaria balançar a chave do carro (notem o contexto, não generalizem) e…
Minha revolta vai além disso tudo. Reflete em não compreender como os seres divinos (repito, opinião própria) em questão, estão conseguindo violar seus princípios por coisas tão fúteis, e sem nenhum esforço. Tais atitudes transformam pessoas dóceis em nefastas em segundos. Até mais nefastas do que nós, homens.
Não vou dizer que não tenho meu momento oportunista. É claro que tenho. Mas a diferença é que o utilizo com finalidades edificantes. Talvez isso explique o porquê de sempre querer estar perto dos mais velhos e experientes (claro também, que tenho vários amigos da minha idade). Não que eu ache idade um fator fundamental para o relacionamento, mas, os mais experientes jamais chegarão pra mim e dirão: - Cara, você viu aquela gatinha que chegou; Ou então, - Cara, peguei tantas naquela festa de ontem; Ou ainda, - Cara, você deveria malhar para poder fazer sucesso com alguém.
Graças a Deus que ainda existem as exceções. Talvez sejam elas que ainda tornam o mundo um canto legal de se viver. Aquelas que preservam seus princípios e fazem deles virtudes invioláveis. Dessas sim, tenho prazer de fazer parte do círculo de amizade. Pelo simples fato de nunca faltarem com a autenticidade e jamais se deixarão levar por falsas tendências (idiotas, diga-se de passagem), ditadas pelas maiorias.
Agradeço a Deus também, por ter me tirado cedo daquela vida libidinosa, sem regras, mas que não deixava de ser careta (nada mais careta do que andar seguindo os passos de quem nada tem a oferecer). E ainda por cima ter me dado de presente A “Gatation” mais interessante do planeta, e que ainda por cima é linda (algo raro hoje em dia. onde as mulheres bonitas e gostosas tem a beleza diretamente proporcional a falta de inteligência).
Abram os olhos galera. Só espero ter sido útil em alguma coisa.
E para terminar quero apenas dizer algo, pra descarrego de consciência:
- Para aquelas exaltadas do início do post, e para as que ainda irão se exaltar eu quero deixar claro uma coisa…
- Se a carapuça serviu, faça um bom proveito dela.
 
Gustavo Guedes
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Eu acho que é um poema

Terça-feira - 12 - Maio - 09

O amor não é mais dor,
Virou consórcio
O amor não é sentimento,
É negócio.

O que era imensurável,
Agora, já se calcula.
Sem dinheiro na carteira,
Xô! Ternura

O amor não é mais cego,
Muito menos usa óculos.
Vê cara, carro, dinheiro…
E nada de coração.

Mas tem algo nisso tudo,
Que não se perdeu no passado.
Aquele que ama demais,
Gasta o cartão adoidado.

Agora peço a você, leitor.
Que não se sinta ofendido.
São meros devaneios…
Tolos, meu amigo.

Gustavo Guedes
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